Super El Niño: evento climático similar ao de 2026 matou quase 10 mil pessoas na Paraíba há dois séculos

  • 17/10/2026
(Foto: Reprodução)
Super El Niño: evento climático semelhante ao de 2026 matou quase 10 mil pessoas na Paraíba há dois séculos Acervo/TV Globo Um evento climático considerado de grandes proporções aconteceu entre 1877 e 1879 e teve um grande impacto no Brasil. Ele é apontado como um dos de maior força em toda a história, aumentando exponencialmente a temperatura em locais já secos e também escalando o nível de chuvas em regiões historicamente já chuvosas. A Paraíba foi um dos estados mais atingidos pla estiagem na época. Chamado de 'Super El Niño', um evento de proporções parecidas ao do século XIX vai se repetir em 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Neste contexto, a Paraíba foi um dos estados mais atingidos pela estiagem. De acordo com o Senado Federal, cerca de 500 mil pessoas morreram somente na região Nordeste por conta do evento, que gerou fortes secas, falta de alimentos e epidemias de diversas doenças. O g1 conversou com a mestranda em História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ana Paula Moura da Costa, que estuda atualmente a questão da Grande Seca, como ficou conhecida. A historiadora explicou que, pelos registros da época, somente na Paraíba, quase 10 mil pessoas morreram em três anos com as questões que o evento impôs. A reportagem também conversou com especialistas do clima para entender o novo fenômeno e, ainda, com autoridades para saber dos impactos atuais do Super El Niño e quais as medidas de prevenção que estão sendo adotadas. Mais de 400 pessoas podem morrer na Paraíba por conta de problemas relacionados ao El Niño deste ano, de acordo com um levantamento feito pela Universidade de Chicago, através do Laboratório de Impacto do Clima (Climate Impact Lab, em inglês). Leia mais abaixo. Agora no g1 O El Niño de 1877 e a Grande Seca na Paraíba Mapa das províncias afetadas pela Grande Seca produzido pelo engenheiro e abolicionista André Rebouças divulgado pelo Senado Federal Arquivo Nacional De acordo com Ana Paula, a grande estiagem que começou em 1877 foi sem precedentes, muito diferente daquilo que já acontecia no Nordeste e que já era de conhecimento da população da região em termos de seca. O estado, no entanto, conforme os registros, não tinha uma boa estrutura para se antecipar aos problemas ocasionados pelo evento e, muito menos, para mitigar os efeitos de uma seca sem precedentes. "Ela não tinha estrutura. Então era uma questão que já vinha sendo discutida há anos. A gente pode ler isso no relatório do presidente de província. E quando chega a seca, ainda assim, a capital da Paraíba ainda está muito frágil. Então não vai ser só uma questão de falta d'água, mas sim uma questão de desestruturação total na vida tanto das pessoas que vão vindo do interior para a capital, quanto das pessoas da capital que vão receber nessas pessoas", explicou. Além da estrutura precária das instituições do estado, a historiadora explicou também que com a seca houve um grande movimento de pessoas em busca justamente do que faltava: água e, para os doentes, atendimento de saúde. Por isso, houve uma grande migração interna na Paraíba. "Então vão ter migrantes vindo de fora achando que a vida na capital pode ser melhor do que a do interior. E quando eles chegam na capital, a capital não tem a estrutura para lidar com aquela situação. E, enfim, vai ser uma situação bem complicada. O resultado prático disso, não só social, é que por toda a Paraíba vai ocorrer um colapso, um colapso especialmente do sistema agrícola que já estava sofrendo porque anteriormente a gente teve uma crise do algodão e do açúcar", explicou. Esse cenário de crise prévia ao fenômeno natural ampliou ainda mais os problemas que a Paraíba sofreria por conta da seca. E para entendê-los, é necessário voltar um pouco no tempo em relação à crise abordada. Guerra Civil nos EUA beneficiou comércio de algodão na PB O estado, anos antes passou a ser uma das principais linhas de um comércio do algodão após os Estados Unidos entrarem em guerra civil, entre 1861 e 1865, a chamada Guerra de Secessão, que colocou em combate os estados do Norte contra os estados do sul. O benefício, no entanto, não se estendeu muito, porque a guerra parou e os Estados Unidos voltaram a ser o principal mercado de algodão. Esse cenário foi, segundo a historiadora, um terreno fértil para doenças, mortes e calamidade social. "A gente vai ter entre 1861 e 1865 a Guerra de Secessão Americana e ela vai ser a grande responsável por um período de ascensão e também por um período de colapso da cultura do algodão na Paraíba e também no Ceará, Pernambuco e Maranhão, porque como os Estados Unidos nesse período é um dos maiores fornecedores mundiais de algodão e eles vão entrar em guerra. O Brasil vai ser procurado para ser esse novo fornecedor e por causa disso vai beneficiar diretamente várias províncias do nordeste brasileiro mas quando a guerra acaba esse benefício também se acaba, então vai ter uma queda da economia do Nordeste", disse. No mesmo período prévio ao da Grande Seca de 1877 e a Guerra de Secessão Americana, houve também a descentralização da comercialização de açúcar do Nordeste e consequentemente da Paraíba, para a Holanda, que desenvolveu técnicas de extração mais avançadas. "Começa a decair porque os holandeses vão desenvolver técnicas mais modernas de produção e substituir o açúcar da cana pelo açúcar de beterraba, açúcar da cana, era produzido aqui, eles vão procurar outros meios de ter um açúcar mais fácil, mais barato e eles encontram açúcar de beterraba. Então aí, em meados do século XIX, a gente vai sofrer uma crise econômica que vai anteceder uma crise climática, então outro agravante dessa situação", disse. Após a crise, outras crises Ilustração do jornal O Besouro mostra as vítimas da Grande Seca Biblioteca Nacional Digital/Reprodução de Senado Federal Com esse cenário fragilizado, de perdas de poder econômico, a grande migração de pessoas internamente após a crise climática teve como origem uma composição de outros grandes problemas. A historiadora Ana Paula explicou o que o paraibano encontrou à época. "As plantações vão secar, as coisas vão se perder, a gente não vai ter pastos, rebanhos inteiros vão ser dizimados por causa da seca e aí a economia agrícola simplesmente vai ruir. Claro que o impacto mais doloroso disso tudo, tudo isso vai ser uma consequência especialmente humana. A falta extrema de tudo vai gerar uma crise de fome e sede generalizada no interior e é o que vai levar à migração", disse. Com isso, começou também o lado sanitário da crise. Com uma forte seca, pouca alimentação e uma grande migração, doenças começaram a surgir e se propagar. Diversas epidemias foram registradas nos três anos que o evento climático acometeu o estado. "Não tínhamos, por exemplo, a vacina da varíola. Quando os migrantes chegam na capital, eles não têm esse anticorpo para se proteger e, enfim, a província vai ser varrida por epidemias. A gente vai ter notícias sobre vários tipos de febre, malária, bexiga, desinteria e, claro, a mais cruel de todas que é a varíola e aí o desespero vai ser muito grande", disse. Ainda nesse aspecto sanitário, há um cenário de desconhecimento de alguns tipos de doença que a população enfrentava. Então, os jornais da época e até governantes tratavam as doenças apenas como "febres". "A gente vai ter um terror documentado pela imprensa sobre febres que eles não entendiam do que se tratava. Eles só chamaram de febres, mas que estavam matando dezenas de pessoas por dia e que eles não entendiam o que se tratava mesmo. Eles não tinham esse conhecimento médico, higiênico pra dar um diagnóstico do que estava ocorrendo", ressaltou. Sertão e Alto Sertão foram as regiões mais atingidas Reprodução de uma imagem do Hotel Globo em 1910 Reprodução/Arquivo/Jornal A União A historiadora também disse que localidades do estado foram atingidas de formas diferentes. O Sertão e o Alto Sertão, incluindo localidades como Patos, Sousa, Piancó, Pombal, São João do Rio do Peixe e Catolé, foram duramente castigados pela estiagem, provocando ondas de migração forçada em direção ao litoral. Outras regiões do interior, como o Cariri e a região da Borborema, próximo a Campina Grande, também enfrentaram condições extremas. Em povoados mais isolados, como Barra de São Miguel, relatos da imprensa, segundo a historiadora, registram doenças desconhecidas, mortes em grande escala e a ausência de assistência médica, agravadas pela falta de animais e meios de transporte para levar ajuda ou conduzir os doentes a centros urbanos, como João Pessoa. Algumas áreas que funcionaram inicialmente como zonas de refúgio também acabaram entrando em colapso. O Brejo, por ser uma região mais úmida e com cidades como Areia, Bananeiras e Lagoa Grande, recebeu muitos retirantes que buscavam escapar da seca, mas não conseguiu suportar o rápido aumento populacional e o esgotamento de seus recursos. Com basicamente todas as áreas da Paraíba atingidas pelos efeitos da seca, a capital João Pessoa apareceu como sendo o lugar que poderia ser o refúgio dos problemas. Em pouco tempo, a população da capital quase que dobrou. "Estima-se, de acordo com o um presidente de província, mencionou no relatório que 30-35 mil pessoas se aglomeraram na capital. E pensando nisso, é absurdo porque de acordo com o Censo de 1872, que tinha acontecido pouquíssimos anos antes de tudo isso acontecer, a população fixa da capital era em torno de 24 mil pessoas. Então, literalmente, aumentou o dobro e ainda mais das pessoas naquela capital", explicou. E, ao contrário do que os migrantes imaginavam que iriam encontrar, as condições estruturais de João Pessoa não eram nada boas, e pioraram com a maior aglomeração de pessoas. "Então a gente tinha uma cidade com uma fraca infraestrutura, era pequena de tamanho, frágil em questão de salubridade e saneamento. Como eu disse, era uma questão que era discutida nos relatórios de presidente da província há muito tempo, mas que nada parecia ser resolvido. Então, enfim, a cidade vai entrar em colapso. Vão precisar ser feitos acampamentos de palha improvisados, locais públicos foram ficando super lotados, a propagação de doenças acelerou, a estatística de morte. Então tudo isso ficou muito, muito intenso", ressaltou. As mortes Apesar de várias regiões do estado terem sido atingidas de diferentes formas pelo El Niño, apenas em João Pessoa houve um maior registro do número de mortes, justamente por ser a capital. Por isso, segundo a historiadora, muitas mortes não foram notificadas. "Se a gente imaginar, uma massa gigantesca de pessoas, de imigrantes, que estavam definhando de fome, de sede, estavam doentes, estavam vindo em estradas de terra, de lugares muito distantes. E aí muitas dessas pessoas morriam e elas eram enterradas no caminho. O nome dessas pessoas sequer chegava num papel oficial do governo", explicou. Especificamente sobre João Pessoa, de acordo com os registros analisados pela historiadora, 9.318 pessoas morreram por conta de problemas em decorrência do El Niño, somente no ano de 1878. Isso representou pouco mais de um terço da população inflada da capital por conta dos migrantes. "Para se ter uma dimensão disso, a população fixa da capital inteira antes da seca era de 24 mil pessoas. Então, em menos de um ano, morreu o equivalente a mais de um terço de toda a cidade. Então, é uma taxa de mortalidade grande, difícil de imaginar", disse. Nesse cenário, se cria também uma estigmatização dos retirantes. As doenças passam a ser relacionadas com eles. "Os migrantes vão ser estigmatizados por essas doenças, principalmente nessa relação com as doenças venéreas, porque a sífilis, por exemplo, vai dizer muito sobre o caráter das pessoas, mesmo que a condição que aquela doença tenha sido contraída tenha sido uma questão extrema. Muitas mulheres se prostituíam nesse período porque elas não tinham como se manter e essa era uma solução", contou. Conforme a historiadora, esse não era um problema em específico que acometia as pessoas, era outro. "Não tinha para onde correr. Ou era varíola, ou era fome, desnutrição, beribéri, doenças venéreas, sífilis, mencionada muitas vezes. E tudo isso vai adicionar uma camada moral", explicou. Super El Niño de 2026 pode ser o mais forte da história, diz meteorologista Imagem de 3 de agosto de 2026, feita com dados do satélite Sentinel-6 Michael Freilich, mostra mudanças no nível do Oceano Pacífico associadas ao El Niño. Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA Sobre o fenômeno climático em si, o mestre em meteorologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Ranyere Silva Nóbrega, falou que o El Niño de 1877 foi considerado dentro da categoria como "muito forte". "É interessante entender que o El Niño é um fenômeno que ocorre com uma certa frequência. Tem a fase positiva, que é o El Niño, e a fase negativa, que é o La Niña. E, de fato, El Niño produz, na região Norte e no Nordeste, diminuição das chuvas e aumento das temperaturas. No caso do Nordeste, o aumento das temperaturas também irá impactar na grande taxa de evaporação, sobretudo porque no Nordeste há muitos reservatórios também vai influenciar na Amazônia mas Nordeste há muitos reservatórios e isso vai influenciar na disponibilidade de água", disse. Sobre a comparação do evento da época com o de 2026, o meteorologista explicou que o evento atual ainda requer mais análise para saber se será "forte" ou "muito forte" tal qual o de há dois séculos. No entanto, segundo Ranyere, já é possível afirmar que não será um evento comum e, sim, algo fora da curva, podendo ser até o mais forte da história. "O paralelo está muito ligado à intensidade do evento, pois ambos são caracterizados por esse aquecimento do oceano. O aquecimento considerado bem acima da média. Então, o evento vai ser classificado, é possível, ainda está classificado como evento forte, mas os modelos de comportamento das águas do Oceano Pacífico, tanto a superficial quanto a subsuperficial, também estão indicando que deverá se formar um evento muito forte. Há indicativos de modelos numéricos que possa ser acima de 2,5 graus, tornando talvez o evento mais intenso da história", contou. Nesse cenário, o meteorologista explicou que embora existam reservatórios de água e uma estrutura completamente diferente do estado e do país para responder a um El Niño na comparação com o evento de 1877, ainda assim, é necessário cautelas em relação aos reservatórios de água. Ele citou o exemplo de um terceiro El Niño que aconteceu entre 2012 e 2017, que conforme ele não foi tão forte quanto há dois séculos, mas que já colocou à prova a questão do abastecimento de energia e reservas de água no estado. "Temos que lembrar que o Rio São Francisco também é utilizado para a geração de energia elétrica e um outro parâmetro que conhecemos por estresse hídrico temperaturas muito elevadas aumenta a evaporação dos reservatórios e também aumenta a evapotranspiração da vegetação (...) Mas esse período da série de 2012 a 2017 já demonstrou que em períodos longos de estiagem podemos ter problemas no colapso de abastecimento, mesmo com a infraestrutura atual, até porque a transposição do Rio São Francisco abastece boa parte da Paraíba, mas ainda não chega em toda a Paraíba", explicou. Em termos de impacto, o especialista disse ainda que potencialmente o evento deste ano pode atingir com mais força a região do Sertão do estado, ao invés do Litoral, por exemplo. Ele enquadra isso como sendo de desdobramento da capacidade de chuvas que a própria área litorânea tem em comparação ao Sertão. "O Litoral tem uma capacidade a um volume maior de chuva do que no Sertão. E também é o período de atuação do El Niño. O El Niño está se configurando agora. Então vai afetar já a estação chuvosa das regiões do Sertão. A estação chuvosa do Litoral e do Brejo termina agora em agosto então só vamos ter uma estação chuvosa mais considerável para o Litoral, para o Brejo em 2027, então este é o El Niño agora vai afetar já de imediato o Sertão", explicou. O levantamento divulgado pela Universidade de Chicago, através do Climate Impact Lab, que dá conta da projeção de 420 mortes no estado em decorrência do El Niño, fala que essas potenciais mortes podem escalonar ao passar dos meses, entre setembro deste ano e fevereiro do próximo ano. A projeção fala em 19 mortes em setembro, 34 em outubro, 41 em novembro, 85 em dezembro, 120 em janeiro e ainda 120 em fevereiro. Prevenção ao evento climático deste ano Conforme a expectativa de que o maior impacto do El Niño neste ano tenha previsão para acontecer entre outubro e dezembro, uma série de ações vêm sendo desenvolvidas por diversos órgãos estaduais. No início de setembro, a Paraíba criou um grupo para planejar ações de preparação e resposta aos efeitos do El Niño na saúde da população. Batizado de GC El Niño/PB, o grupo reunirá diversos órgãos e terá até 60 dias para apresentar uma proposta de Plano Estadual de Preparação e Resposta aos Eventos Climáticos Associados ao El Niño. Esse grupo deverá coordenar e integrar ações de preparação, vigilância, monitoramento, alerta, resposta e recuperação relacionadas a eventos climáticos associados ao El Niño que possam afetar a saúde no estado. Além disso, os órgãos devem acompanhar dados meteorológicos e climáticos, disponibilidade hídrica e qualidade da água, eventos extremos e indicadores de saúde. Também serão observadas doenças transmitidas por vetores, doenças relacionadas à água e aos alimentos, problemas respiratórios, efeitos da exposição ao calor e à fumaça Ao g1, a promotora Cláudia Cabral, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (CAO Meio Ambiente), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), um dos principais órgãos na atuação nos impactos do evento, disse que as ações estão sendo pensadas em conjunto. "O Ministério Público, através dessa coordenação do CAO Meio Ambiente, está trabalhando de forma articulada e com vistas a medidas preventivas. E essas medidas passam pela implementação de uma política pública permanente de prevenção aos eventos climáticos. Isso envolve o fortalecimento da defesa civil", disse. Com a atuação preventiva, a promotora também busca com que isso se estenda permanentemente para a estrutura estadual e municipal. Por isso, a integração é considerada preponderante para o resultado. Há até a discussão sobre uma sala de situação para monitoramento. "Com defesas civis municipais estruturadas e integradas à Defesa Civil do estado, envolve plano de ação, plano de contingência, uma sala de situação para monitoramento permanente da situação, diagnóstico de cada município, considerando o risco, situação de mananciais, do abastecimento d'água, da agricultura, a capacidade da rede de saúde, enfim", explicou. A promotora destacou que atualmente mais de 100 municípios na Paraíba estão em situação de emergência por diversos problemas no estado. A articulação, segundo ela, busca superar apenas decretos de situação de emergência, para elaboração de políticas de prevenção. "O Ministério Público busca justamente mudar a lógica do simples decreto de emergência para uma política permanente de prevenção aos eventos climáticos extremos, às mudanças climáticas, que já são uma realidade. Já está aí, nós já estamos convivendo com ela, não é algo para o futuro e é preciso mudar essa lógica. Em decorrência disso, cada município precisa ter sua defesa civil estruturada", ressaltou. Também com pensamento de que os eventos climáticos extremos não podem ser tratados após acontecerem, o Ministério da Saúde do país, divulgou, em coletiva realizada em meados de setembro uma série de planos para mitigar o impacto do El Niño em cada região do Brasil. Na coletiva, o órgão nacional informou que vem tendo contato com as secretarias estaduais de saúde para saber os planos individuais sobre o evento climático. Para o Nordeste, foi informado o maior aumento da rede de atendimento público como exemplo para ajudar nos impactos de secas. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/10/17/super-el-nino-evento-climatico-similar-ao-de-2026-matou-quase-10-mil-pessoas-na-paraiba-ha-dois-seculos.ghtml


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