Justiça Federal condena sete pessoas por fraudes em licitações e obras do Sesi-PB; prejuízo chega a R$ 3,8 milhões

  • 27/04/2026
(Foto: Reprodução)
“Operação Cifrão": Justiça Federal condena sete réus por fraudes em contratos do Sesi-PB Reprodução/Gaeco A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) condenou sete pessoas por participação em um esquema de fraudes em licitações e contratos de obras do Serviço Social da Indústria (Sesi-PB). As irregularidades, investigadas no âmbito da Operação Cifrão, resultaram em prejuízo estimado de R$ 3,8 milhões. A decisão é do Juízo da 4ª Vara Federal, que reconheceu a prática de crimes como apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Entre os condenados está o empresário e ex-diretor do Sesi Buega Gadelha, além de gestores, empresários e intermediários apontados como integrantes do esquema. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp As investigações foram conduzidas de forma conjunta pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público da Paraíba (MPPB), Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a sentença, quatro réus foram condenados a 9 anos e 1 mês de prisão, em regime inicialmente fechado, além de multa. Outros três receberam pena de 3 anos e 9 meses, em regime aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de R$ 20 mil. Vídeos em alta no g1 Investigações O caso tem origem em uma licitação feita em 2016, que resultou na contratação da empresa Roma Construção e Manutenção Ltda para execução de dez obras em municípios paraibanos. O contrato tinha valor inicial de R$ 2,8 milhões, mas, após aditivos considerados irregulares, chegou a R$ 3,8 milhões. De acordo com a decisão, o processo licitatório já apresentava indícios de irregularidades desde a origem, como a concentração de várias obras em um único edital, o que reduziu a competitividade, além da participação de apenas uma empresa, sem comprovação adequada de capacidade técnica. Durante a execução do contrato, as irregularidades se intensificaram. Auditorias da CGU identificaram pagamentos por serviços não executados ou realizados em desacordo com o previsto. Em diversas obras, foram registrados itens inexistentes ou entregues em quantidade e qualidade inferiores às contratadas. Um dos principais mecanismos da fraude, segundo a Justiça, foi a emissão de boletins de medição com informações falsas, que atestavam a execução de serviços que não haviam sido feitos. A sentença destaca que se tratava de fraude deliberada para justificar os pagamentos. Além disso, foram identificadas práticas de lavagem de dinheiro, com uso de contas de terceiros, saques em espécie e fracionamento de valores para dificultar o rastreamento dos recursos. Também houve utilização de “laranjas” para ocultar os verdadeiros responsáveis pela empresa contratada. A decisão reconheceu a atuação coordenada dos envolvidos, com divisão de tarefas que incluía desde a manipulação de medições até a movimentação financeira dos valores desviados. Condenações Foram condenados por apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro Alaor Fiúza Filho, Chênia Maia Camelo Brito e François de Araújo Morais. Já Carlos Estevam de Souza Galvão, Francisco Petrônio Dantas Gadelha e Janildo Sales Figueredo foram condenados por apropriação indébita e falsidade ideológica. O ex-diretor do Sesi, Buega Gadelha, foi condenado por apropriação indébita e lavagem de dinheiro. A Justiça também fixou o valor mínimo de reparação em R$ 1,31 milhão, correspondente ao prejuízo identificado nas obras. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/04/27/justica-federal-condena-7-fraudes-obras-sesi-pb.ghtml


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