Ciúmes motivaram tortura de motoboy encontrado morto em João Pessoa, diz polícia
31/08/2026
(Foto: Reprodução) Motoboy desaparecido em João Pessoa
Reprodução/Redes sociais
Ciúmes teriam motivado a tortura e a morte do motoboy Erick Santos, de 23 anos, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil Filipe Williams, que afirmou que a motivação do crime foi esclarecida durante a audiência de custódia de um dos suspeitos preso.
Um homem, que não teve a identidade divulgada, suspeito de mandar torturar o jovem foi preso na sexta-feira (28) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no domingo (30). Segundo o delegado, a motivação do crime foi um dos fatores considerados para a manutenção da prisão.
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A Polícia Civil informou ainda que continua investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos.
Erick estava desaparecido desde a terça-feira (25), quando fez o último contato com a companheira. No sábado (29), o jovem foi encontrado morto em uma região de mata no bairro Padre Zé.
Segundo a polícia, Erick foi vítima de tortura praticada por membros de uma facção criminosa.
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Prisão do suspeito
Homem é preso por suspeita de envolvimento no desaparecimento de motoboy em João Pessoa
Um homem foi preso na tarde de sexta-feira (28), em João Pessoa, suspeito de envolvimento no desaparecimento do motoboy Erick Rodrigues, de 23 anos. Segundo a Polícia Civil, o homem é integrante de uma facção criminosa e confessou ter ordenado uma “disciplina” contra o motoboy.
De acordo com o delegado Filipe William, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as investigações apontaram que a geolocalização da moto de Erick levou os policiais até uma residência no bairro Padre Zé, em João Pessoa.
O imóvel pertence à ex-companheira do motoboy. No local, a polícia identificou o atual namorado da mulher, que, segundo o delegado, é monitorado por tornozeleira eletrônica e já foi condenado pela Justiça.
“Ao chegar lá, identificamos quem era a ex-companheira, identificamos também o atual namorado dela. Ele é uma pessoa tornozelada e ele já é condenado. E estava tornozelado também; identificamos que ele estava lá no local na madrugada em que Erick esteve por lá”, explicou o delegado Filipe William.
Suspeita de tortura
Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação é de que Erick e a ex-companheira mantinham um relacionamento. O atual namorado dela teria descoberto o suposto caso e atraído o motoboy até a residência.
O homem preso confessou à polícia que aplicou uma “disciplina” contra Erick, termo usado por ele durante o depoimento. Segundo o suspeito, a motivação seria o suposto relacionamento entre a vítima e a mulher.
“Ele confessou que aplicou uma disciplina em Erick. Na palavra dele mesmo, disciplina. É pelo fato dele estar tendo um relacionamento com a sua companheira, segundo ele afirma”, disse o delegado.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem afirmou que contou com a ajuda de outros dois integrantes da facção para praticar a violência contra Erick.
“O torturaram e, após a tortura, segundo ele, conduziram para Caaporã”, disse o delegado Filipe William.
O suspeito negou ter matado Erick, mas admitiu ter participado da tortura.
“Ele negou ter executado Eric, ele confirmou que torturou, confirmou que aplicou a disciplina, inclusive a pedido dele os integrantes de facção criminosa foram até sua casa para realizar o ato, mas ele nega ter praticado o homicídio de Erick”, afirmou o delegado.
Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa
Divulgação/Assessoria de Comunicação da Polícia Civil da Paraíba
Como o motoboy foi atraído?
Segundo o depoimento do suspeito, Erick foi atraído até a residência após receber uma mensagem. A Polícia Civil descobriu que o texto não teria sido enviado pela ex-companheira do motoboy.
“Ele foi lá atraído, mas a informação que nós temos é de que essa mensagem foi enviada não pela ex-companheira, mas pelo próprio preso conduzido aqui, que pegou o celular dela e se passou por ela”, detalhou o delegado.
Ex-companheira nega relacionamento
A ex-companheira de Erick negou à polícia que mantinha um relacionamento com o motoboy. Segundo a Polícia Civil, ela relatou que integrantes de uma facção criminosa entraram na residência e que foi vítima de violência doméstica por causa da suspeita do companheiro sobre um suposto caso com Erick.
O motoboy e a ex-companheira não tinham filhos, porém cuidaram juntos de uma criança que a mãe era a ex-companheira de Erick. E, por este motivo, manteriam contato mesmo após o término, segundo as primeiras informações.
Ainda segundo o delegado, a polícia adotou medidas relacionadas à denúncia de violência doméstica.
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