Cerca de 80% dos leitos de UTIs da Paraíba estão ocupados por pacientes com doenças respiratórias, diz Saúde
02/04/2026
(Foto: Reprodução) João Pessoa decreta situação de emergência na saúde por aumento em casos de síndrome respiratória
Reprodução/TV Globo
Cerca de 80% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) da Paraíba estão ocupadas por pacientes com síndromes respiratórias, tanto adulto quanto pediátrico. A informação é do secretário de Saúde do estado, Ari Reis. De acordo com ele, 70% dos leitos de enfermaria em todo o estado, na rede estadual, estão ocupados.
"Os prontos de atendimentos triplicaram o número de demandas nessa última semana. Então, nós precisamos dar atenção devido a isso, e enfrentar esse período de sazonalidade que ocorre todo ano, mas esse ano se apresenta mais grave, para conseguir não sobrecarregar a rede de saúde, tanto privada como a pública", destacou o secretário de estado da saúde, Ari Reis.
A Prefeitura de João Pessoa decretou, na quarta-feira (1º), situação de emergência na área da saúde por um aumento de casos de Síndromes Respiratórias Aguda Grave (SRAG). A medida foi publicada oficialmente no Diário Oficial do Município (DOM).
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No diário, a decisão foi justificada por um "crescimento expressivo de atendimentos, especialmente entre adultos e pacientes pediátricos, com impacto direto na demanda por leitos de UTI e suporte ventilatório".
Com a determinação, a gestão municipal poderá adotar a partir de agora medidas excepcionais para ampliar a capacidade de atendimento. Entre elas, estão: Dispensa de licitação para contratações emergenciais; Requisição administrativa de bens e serviços, além da reorganização dos fluxos assistenciais.
Apesar de afirmar que houve um crescimento nos casos de doenças respiratórias, a decisão no diário oficial não cita dados concretos. A Secreteria Municipal de Saúde de João Pessoa foi procurada pela Rede Paraíba sobre esses dados locais, mas foi informado que somente na quinta-feira (2) os números vão ser enviados.
A medida também prevê a mobilização de toda a estrutura da Secretaria de Saúde para priorizar casos de síndromes respiratórias, com foco na ampliação da rede e na garantia de assistência aos pacientes em estado mais grave.
Outro ponto destacado é a possibilidade de edição de normas complementares para dar agilidade às ações durante o período de emergência, que pode ser prorrogado conforme a evolução do cenário epidemiológico.
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